Não é novidade pra mim ter que lidar com transtornos alimentares. Talvez não seja pra você também.

Sendo sincera, perdi as contas de quantas vezes eu enfiei uma escova de dente na garganta para vomitar o que tinha comido em um episódio de compulsão alimentar… e depois eu chorava sentindo muita culpa.

Prazer, eu me chamo Gabriela. Mas posso ser a Ana, Maria, Joana, Isabela, Luisa… a sua amiga, irmã, filha, neta, sobrinha…

Parando pra pensar eu convivo com esses altos e baixos tem muito tempo. De forma acentuada desde os 16 anos e os piores momentos tive durante meu intercâmbio, aos 20. Hoje eu sou uma pessoa totalmente diferente.

Calma. Você não está em um beco sem saída. As coisas vão melhorar!

Eu te entendo, é péssimo olhar-se no espelho e não enxergar o que quer… estar magra, mas nunca o suficiente.

Parece um buraco sem fim.

Sei também que, assim como eu, você não é burra, inocente, carente de informação, nem nada do tipo… Pelo contrário, sei que ai dentro tem uma pessoa muito corajosa e forte!

Todos nós temos nossas fraquezas. FATO! E ninguém gosta de expor aquilo que te “diminui”.

Na verdade, eu sempre senti vergonha, impotência, culpa por conviver com esses episódios de compulsão alimentar…

Eu cheguei a comer 10 fatias de pão de uma vez.

20 paçocas.

3 barras de chocolate.

Pote de sei lá quantos gramas de Nutella.

Quantidade infinita de pasta de amendoim.

Óleo de coco na colher.

Acredite se quiser, mas teve um dia que peguei sobra de comida que já tinha jogado no lixo.

É um sentimento horrível e eu não sabia como pedir ajuda. Afinal, quem iria entender uma loucura dessa?

Calma. Dá para resolver!

Você é incrível. E grande parte do que está passando é um monstro que só você está vendo!

Vou te contar pequenas ações que me ajudaram:

  1. Externalizar o sentimento, ou seja, DESABAFAR!

Você não está sozinha. Com certeza tem alguém que pode te ajudar!!!

  1. Parar de seguir blogueiras famosas e com o corpo e vida “perfeitos”

Simplesmente pare. Acompanhe gente “de verdade”.

  1. Esqueça a balança!

Você não se resume a um número. Priorize sua saúde!

  1. Se o jeans tá apertado, compre um número maior.

Sério, você não precisa vestir o mesmo número que vestia com 15 anos. Tá tudo bem.

  1. PERMITA-SE!

A vida é uma só pra recusar strogonoff com batata palha no meio da semana.

Não esqueça que lidar com transtornos alimentares é uma batalha diária de tentar e tentar e tentar… Sempre existe uma saída!

Eu, Gabriela, continuo tentando. E não vou desistir. Porque eu sei que sou muito mais que um jeans 38.

Sou a Gabi, 22 anos e muitos sonhos borbulhando. Das loucuras que já fiz, não me arrependo de nenhuma, só justificam o meu universo aquariano. Se quer me ganhar, me dê paçoca.

 

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