Oi! Tudo bem?

Eu sou a Bela 🙂 Nesse texto vou falar um pouco sobre o que o projeto Novas Blogueiras representa pra mim.

Acho importante já te avisar que lá vem textão e lá vem confissão.

Você aceita os termos e condições?

Para mim, este projeto tem dois lados. Seria injustiça dizer que, com isso tudo, quero apenas ajudar outras pessoas a se aceitarem. Faço isso por mim tanto quanto faço por você, que está lendo.

A exposição e o debate sobre alguns assuntos deixaram de ser uma opção pra mim, e tornaram-se necessários. Não me parece justo comigo mesma, e nem com outras pessoas que passam pelos mesmos conflitos, deixar isso tudo embaixo do tapete.

Trago aqui, pra começar essa nova etapa, três assuntos principais que me engasgam faz tempo. Você está comigo?

Relacionamentos abusivos

Com meus 24 aninhos de idade, já vi e vivi muita coisa nessa matéria. Já me submeti a muita coisa por imaturidade, por falta de experiência, por ingenuidade, por ser humana (duh). Já fui poluída e já poluí muito também.

Vivemos em uma era em que as relações tendem a ficar cada vez mais abusivas e tóxicas. E não falo só de relacionamento de namoradxs ou casamento. Amizades, relações profissionais, familiares. E sim, relacionamentos amorosos também.

Aprendi que nós estamos (ou devemos lutar para estar) no controle daquilo que fazemos com os outros, e também daquilo que permitimos que seja feito com a gente. Tomar responsabilidade pelos nossos sentimentos e pelas ações que partem deles foi uma das partes mais importantes do meu processo de amadurecimento nessa matéria (um processo que ainda está anos-luz de acabar, diga-se de passagem.)

As lições que essas experiências trazem não são definições. Mas com certeza moldaram parte daquela quem vos escreve, e merecem ser compartilhadas.

Distúrbios alimentares

Precisamos falar sobre eles. Preciso falar sobre eles.

É um monstrinho que dorme no cantinho do meu quarto. Sai de casa comigo, e volta comigo, desde os meus 11 anos de idade. Tem dias em que ele está numa jaula, dormindo, e às vezes abre os olhos pra me assustar. Mas a chave da jaula está comigo.

Tem dias em que ele rói as grades da jaula devagar e sobrevoa minha cabeça, consumindo o que eu tenho de energia e alguns pensamentos. Quem vê de fora pensa que eu estou desatenta, e estou mesmo.

Tem dias que a jaula simplesmente não está mais lá. Ele está sentado no meu ombro conversando comigo, e a voz dele é mais alta que a minha ou de qualquer um que está perto de mim.

Preciso falar sobre ele. E vou.

Pressão social e pertencimento

Seria parte  de uma “quarter life crisis” indagar quem somos, aonde pertencemos (se é que pertencemos), o que vamos fazer da vida, quais as nossas prioridades?

A pressão social para ser bonita, magra/gostosa, bem sucedida, bem humorada, ter vida social (mas não demais!), ser tudo aquilo que esperam de nós – e não o que queremos ser – já me consumiu de maneiras assustadoras. Não vou mentir, ainda consome às vezes.

Entendi, com o tempo, que o que nos consome não são as imperfeições em si, mas o sentimento de frustração na falha em buscar essa perfeição, visto que ela não existe.

Se eu conseguir fazer com que uma Bela a mais nesse mundo entenda isso, e comece a se olhar no espelho com um pouco mais de carinho e ser mais gentil consigo mesma… Ainda que os monstros dela ainda morem por lá, eu já vou ter cumprido meu papel. 🙂

Enfim…

Os três tópicos acima estão longe de resumir tudo o que eu pretendo abordar neste projeto, mas eram bolas de pêlo entaladas na garganta que eu precisava cuspir. São três questões grandes na vida da Bela hoje (26/02), e acho que na vida de muita gente também. São um começo.

Ao longo do tempo esse projeto vai se moldar, reestruturar, se reinventar (espero!). Tenho certeza de que a esfera de questões abordadas vai tomar uma proporção muito maior, e eu vou voltar nesse texto para fazer um [Estender +500] (Entendedores entenderão, rs) e, quem sabe, ter uma visão diferente disso tudo que disse acima. Ou, levantar mais questões. Ou apagar tudo isso e escrever um texto novo. Sei lá.

Só sei que preciso falar.

E eu espero mesmo que você, que está lendo, entenda e compartilhe suas experiências também! Ou que, pelo menos, eu te ensine ou te acrescente algo positivo.

Somos todos humanos (será?), imperfeitos e complicados pra cacete. Sou humana e, estou me abrindo agora como nunca antes.

Você me entende?

-B