Estou (muito) longe de ser a rainha da autoestima, mas uma coisa que sempre me incomodou ao ler textos sobre o assunto é a sensação de que tudo parece fácil nas palavras de quem está escrevendo (espero que você não sinta isso nesse texto, hehe).

Quando você começa a se amar mais, a maioria dos textos sobre o assunto passam a fazer muito sentido!

Mas, até lá, muitas vezes todas aquelas sensações descritas não passam de utopia.

Às vezes, a gente até tenta chegar lá, mas se sente culpado(a) por não conseguir – ou por não saber como começar.

Poderia dizer nesse texto que fazendo o que eu sugiro você vai acordar no dia seguinte super se amando. Mas não acontece assim…

É um processo, leva tempo e muito esforço.

Tenho trabalhado muito esse lado em mim (e vocês vão me ouvir falar sobre isso muitas vezes aqui), e existem algumas ações específicas e diárias que me ajudaram ou têm me ajudado a evoluir nesse sentido.

Abaixo citei algumas delas. Espero que ajude você também! 🙂

Pare de seguir as pessoas erradas no Instagram

Quando a sua autoestima é baixa, muitas vezes é porque você não consegue enxergar quem você é – você enxerga apenas quem você não é.

E vamos à realidade: sempre vai existir alguém mais magra, mais engraçada, e com a vida aparentemente “mais fácil” que a sua. SEMPRE. Independente de quem você seja.

No meu caso, percebi que quanto mais eu acompanhava a vida dessas pessoas que para mim pareciam perfeitas, mais distante eu ficava da minha própria vida.

É um espiral eterno em que cada dia você se lamenta por não ter uma vida assim. Conheço pouquíssimas pessoas que acompanham esses perfis com uma frequência alta e conseguem separar as coisas 100% e entender que a vida não é só “recebidos da semana”.

Enfim, a comparação  pode ser uma das principais causadoras da autoestima baixa. Por isso, sempre que possível, fuja dela (online e offline, ok?).

Um belo dia eu parei de seguir todas as blogueiras e digital influencers que no fundo me faziam achar que minha vida não era suficiente. É libertador e leva 10 minutos. Tenta! 😉

Bônus: se você quer indicações de uns perfis mara para seguir, dá uma olhada nesse post!

Pare de andar com as pessoas erradas na vida real

Nem só de Instagram vive o ser humano (graças a Deus! Rs).

Aquela frase “diga-me com quem tu andas que direi quem tu és” é no mínimo em partes real. Independente se o ambiente que você está nos molda completamente ou não, ele possui uma influência sobre a gente e isso é inegável.

Se você está rodeada de amigas que gastam tempo demais falando sobre aparência e coisas superficiais, que exaltam o físico mais do que qualquer outra coisa e se preocupam demais com a vida do outro, você nunca encontrará leveza em ser quem você é (ou terá tempo e energia para focar no que realmente importa).

Abrir mão ou dosar amizades é difícil, principalmente quando são de muitos anos. Mas a gente muda o tempo todo, e as pessoas ao nosso redor também. O tipo de amizade que podia fazer sentido antes, pode ser agora tóxica. É importante renovar suas companhias e deixar ir quando necessário.

Atribuo grande parte da minha evolução a nível autoestima aos meus amigos. A gente não gasta tempo demais preocupado com coisa superficial ou com a vida do outro, e eles me acompanham e exaltam tudo que eu faço e que retrata minha real personalidade, me aproxima de mim mesma e consequentemente me faz amar mais (mesmo que seja para chamar minha atenção, rs). Essas pessoas não são muitas (e nem precisa ser).

Entenda quem você é, em vez de quem você não é

Não somos um monte de coisa e isso pode ser muito frustrante algumas vezes.

Mas somos um monte de coisa foda e muitas vezes não enxergamos isso! Vi um talk uma vez da Lizzie Velasquez, uma mulher FODA que foi chamada muitas vezes de “a mulher mais feia do mundo”.

Nesse talk ela fala sobre a importância de entender o que nos define e como isso pode mudar a nossa forma de enxergar a nós mesmas e ao mundo.

Tentei fazer isso comigo mesma e foi um dos melhores exercícios para mudar a forma como eu me vejo!

Isso implica uma etapa anterior (ou paralela) ao amor próprio: o autoconhecimento. Que merece um texto inteirinho para ele (escrevi sobre aqui).

Se conhecer é um processo diário, e existem características que a gente tem e nem sabemos de cara.

Pense sobre o que as pessoas falam de bom sobre você. Pense em atributos que você mesma gosta (mesmo que inicialmente admitir isso pareça soar como vaidade. Não é!)

Busquei também características de outras pessoas que eu acho que fazem a diferença em um ambiente e me projetei naquelas características ao invés das superficiais de antes. Então, comece entendendo realmente as principais características que você tem – ou que quer ter. Quem você é? Quem você quer ser?

(Veja o talk da Lizzie, sério!!! Ele vai te ajudar a entender melhor sobre isso na prática).

Olhe no espelho todos os dias e repita quem você é (sim!)

De início vai parecer difícil.

Vai parecer bobeira e vai parecer forçado (na verdade, vai ser forçado real, rs).

Mas se você faz esse exercício com disciplina, todos os dias, você vai ver que eventualmente você mesma vai começar a acreditar nas suas palavras.

No meu caso, todos os dias pela manhã eu olho no espelho e repito para mim mesma as características que mais me definem (que mencionei acima), e muitas outras coisas.

Como já tive muita insegurança com minha aparência, faço questão também de repetir o quanto sou bonita e o quanto o meu corpo é foda.

Converse com você mesma e com o seu corpo

Além do exercício do espelho pela manhã, todo dia a noite passei a agradecer o meu corpo e a mim mesma pelas horas que se passaram e por tudo que eu consegui fazer no dia.

Às vezes faço esse exercício antes de dormir, às vezes caminhando para o trabalho.

Mas sempre faço questão de conversar com o meu corpo e comigo mesma e agradecer e repetir quem eu quero ser.

Encontre seu refúgio

Se você tem uma rotina estabelecida como eu tenho, pode ser que estar imersa demais te faça não enxergar as pequenas coisas (que são MEGA valiosas), ou involuntariamente começar a viver a vida de outra pessoa.

No meu caso, por exemplo, passo muito tempo com as mesmas pessoas todos os dias e muitas vezes me vejo me doando e absorvendo mais da vida delas do que da minha própria.

Sempre que me sinto assim, ou quando vejo que estou com dificuldade para enxergar os pontos valiosos do meu dia a dia e de quem eu sou, gosto de enxergar as coisas um pouco de fora. Funciona muito bem para mim!

É sempre importante encontrar um refúgio, que seja um lugar ou uma prática, que te faça recuperar as energias e voltar ao seu eixo. Eu obviamente acho que viajar faz toda a diferença nesse sentido, mas sabemos que nem sempre é viável no dia a dia.

Então encontrei esses refúgios:

  1. Fazer programas sozinha: muita gente fica com vergonha de fazer isso por achar que irão parecer solitárias demais e não querem passar esse imagem, mas a verdade é que passar um tempo sozinha é bom demais! Pelo menos, eu acho.
    Eu gosto muito de dirigir sozinha, de ir ao cinema, de sair para comer em um lugar que gosto bastante. Se  você ainda não tentou, no início vai ser estanho, mas vale a pena!
  2. Ouvir música: tenho uma relação muito profunda com a música e isso por si só renderia um post único. Nesse contexto especificamente, quando preciso voltar para o meu eixo, gosto de ouvir algumas músicas específicas que me despertam emoções fortes e que me fazem chorar. Me fazem chorar muito! Chorar é bom e muitas ajuda a tirar todo o peso que estamos sentindo. No meu caso, eu preciso de um dia na fossa para voltar à superfície e a música me ajuda a liberar essas emoções.
  3. Correr: uma atividade que eu odiava uns anos atrás e que hoje em dia eu amo e me faz mega bem! Fazer exercícios de forma geral me ajudam a liberar emoções, a distrair e a com certeza liberar substâncias no meu corpo que me fazem sentir bem.
  4. Criar: por último mas não menos importante, tenho descoberto o quanto criar me faz bem! Comecei a pintar/escrever em tênis, paredes e qualquer espaço branco e estou até começando um projeto novo. Depois conto pra vocês!

Não se sinta mal por ter um dia ruim

Todas temos dias ruins e vozes em nossa cabeça que nos impedem de ser felizes e satisfeitas o tempo inteiro.

Muitas vezes nos cobramos, nos culpamos e nos frustramos por não conseguirmos ser felizes o tempo inteiro e não conseguirmos evitar pensamentos negativos, mas a verdade é que isso é normal e acontece com todo mundo.

Se todos os seus dias estão ruins e você não tem feito nada a respeito, como procurar uma terapia ou encontrar seus próprios métodos que te ajudam a fugir dessa sensação, tente mudar de atitude e lutar pela sua vida!

Mas se você se esforça, consegue dias muito bons, dias bons mas também tem dias ruins, não se culpe por isso! A vida tem altos e baixos e é ok viver isso.

Por fim…

Você pode ler todos os pontos que citei acima e achar bobeira, mas tente pelo menos durante um mês. Unzinho só!

São realmente atividades que demandam disciplina, mas você consegue!

Se você tem outras formas práticas de elevar a si mesma e que ajudam que você se ame mais, compartilha com a gente aqui nos comentários! Tenho certeza de que ajudará muita gente. 🙂

 

Fê Rodrigues

Mineira. Sempre animada para a próxima refeição. Quando não estou falando sobre música e Kendrick Lamar, gosto de escrever sobre momentos e sentimentos.